Devemos realmente utilizar álcool 70% para limpar o coto umbilical?


A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) continua enfatizando que as infecções pós-parto são a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo, e que o cordão umbilical pode ser uma porta de entrada para bactérias. Porém, o tipo de limpeza depende da taxa de mortalidade neonatal de cada país. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), "para bebês nascidos em ambiente hospitalar ou em locais de baixa mortalidade neonatal, a recomendação é que o coto umbilical seja mantido apenas limpo e seco. O uso tópico de antissépticos, como clorexidina ou álcool 70% não é necessário, pois não reduzem, significativamente, o risco de onfalite, que já é baixo nestes ambientes, e estão associados a complicações raras, como atraso na queda do coto e necrose de pele. Para RN em ambientes de alta mortalidade neonatal (taxa de mortalidade neonatal > 30 por 1000 nascidos vivos) ou de partos domiciliares, em que não são utilizados materiais estéreis no clampeamento e corte do cordão, a aplicação de solução ou gel de clorexidina (4%), uma vez ao dia, na primeira semana de vida é recomendada".


Então, como devemos fazer no Brasil? A SBP recomenda que diante das evidências científicas atuais e da diversidade do território brasileiro, cabe ao pediatra assistente avaliar cada contexto, individualizando a orientação de usar ou não o antisséptico no cuidado com o coto umbilical. Além disso, a higiene adequada das mãos do cuidador antes de manipular o RN, a troca frequente das fraldas, mantendo-a dobrada abaixo do coto para expô-lo ao ar, são medidas adicionais na prevenção de infecções e são orientações mandatórias para as mães nas maternidades.


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