Ingurgitamento mamário: o famoso peito empedrado


O ingurgitamento é bastante comum durante a amamentação e acontece devido a retenção de leite, distensão dos alvéolos, compressão dos ductos ou obstrução do fluxo de leite.


Ele pode ser classificado em:


- fisiológico: existe uma sensação de inchaço nas mamas, mas não requer intervenção. Apenas a drenagem correta;

- patológico: ocorro uma distensão tecidual excessiva, desconforto, febre, mal estar, vermelhidão local, mamas edemaciadas e brilhantes. O mamilo também pode ficar endurecido ou achatado e o leite não flui.


Dito isso, precisamos estar atentas a diferença entre ingurgitamento patológico e apojadura (temos post sobre esse tema no feed). A apojadura acontece entre o 3º a 5º dia após o nascimento do bebê e dura entre 48 e 72h, sendo um processo necessário e fisiológico. Já o ingurgitamento pode acontecer em qualquer período da amamentação.


E o que podemos fazer para evitar o ingurgitamento?


- amamentar em livre demanda;

- prestar atenção à pega do bebê;

- ter cuidado com sutiãs apertados demais;

- tentar variar as posições ao amamentar para que a mama seja drenada em diferentes áreas.


Quanto ao tratamento, podemos tomar as seguintes medidas:


- drenar a mama com maior frequência e de forma eficaz;

- massagear a mama do centro para as extremidades;

- ordenha manual antes da mamada;

- usar sutiãs que não causem ponto de retenção (cuidado com sutiãs de amamentação com aquele formato em V);

- uma compressa de água fria após as mamadas também pode ajudar.

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